Arquivo mensal: outubro 2017

Fragmento II – Por Uma Antropologia do Fim

“Minha concepção é um antropomorfismo dilacerado.”[1]

 

invisible-world-1954(1)
René Magritte, Monde invisible, 1954.

Não basta anunciar o fim dos tempos, é preciso vivê-lo, antropofagocitá-lo, engolfá-lo, sem o engodo fálico modernista, nacionalista, ou qualquer outro sentido do próprio. Nesse sentido, o único sentido que faz sentido é o foracluído – eterno retorno do Real (este que sempre lá nunca esteve). Ao fim uma antropologia que contrapontua o olhar de seu objeto a desejar, abjeta materialidade do limite.

Nota

[1] BATAILLE, Georges. O Culpado. Belo Horizonte: Autêntica, 2017, p.47.